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Isolamento e Inércia: o preço que os bancários e bancárias maranhenses pagam

19/05/2025

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Isolado e ineficiente, o SEEB-MA assistiu passivamente ao início do processo de reestruturação do Bradesco, em meados de 2021, sem mover uma única ação efetiva. Enquanto isso, sindicatos bancários de todo o Brasil mobilizavam suas bases, acionavam entidades como PROCONs, parlamentares e órgãos de defesa do consumidor, além de abrirem mesas de negociação direta com a direção do banco.

 

A inércia da "direção" do SEEB-MA entre outubro de 2021 e março de 2025 cobra seu preço hoje. Quem paga a conta são os bancários e a população, já que o Bradesco segue fechando sistematicamente suas agências no Maranhão — o estado mais prejudicado proporcionalmente, tanto em número de agências encerradas quanto em demissões de empregados e terceirizados.

Como resposta, o sindicato tenta ludibriar a categoria com denúncias tardias ao Procon/MA, reuniões oportunistas com políticos e ações midiáticas ineficazes que buscam encobrir a total ausência de articulação concreta.

Sindicatos de todo o país, por meio do Comando Nacional, vêm negociando desde o início da reestruturação para conter os fechamentos e preservar empregos. O Maranhão, no entanto, segue perdendo postos de trabalho — fruto direto do isolamento e da omissão da "direção" do SEEB-MA, que não participa de nenhuma negociação, nem mesmo como sindicato independente, já que não possui qualquer filiação a entidade federativa ou confederativa. O resultado é claro: desemprego, precarização e agências fechadas.


Desde os primeiros sinais de crise no Bradesco — com troca de presidência e alta gestão — estados como São Paulo, Minas, Bahia e Pernambuco avançaram em negociações para minimizar danos. No Maranhão, a situação é oposta: o sindicato isolado adotou como principal estratégia a judicialização, que já se mostrou ineficaz. Exemplo? A suposta “vitória” anunciada nas eleições sindicais de 2024 sobre o fechamento de agências do Itaú. Hoje, as unidades seguem fechadas (AGs 7859 e 8308) e os trabalhadores, demitidos.

Judicializar é importante, mas deve ser uma ação complementar, conduzida por escritórios jurídicos. A função central de uma direção sindical é negociar, mobilizar, agir com firmeza e responsabilidade. Então, fica a pergunta: para que serve um sindicato com 56 diretores se sua política é simplesmente não negociar?

E não para por aí. Até hoje, nenhuma explicação foi dada sobre o presidente do sindicato que, apesar de estar liberado para atuação sindical, cursa mestrado em regime integral — conforme comprovações públicas. Uma total incompatibilidade com suas funções e um desrespeito à categoria.

Enquanto isso, a "direção" do SEEB-MA insiste na velha política de pão e circo: futebol e churrasco na sede recreativa, enquanto o sistema bancário maranhense desmorona. Em vez de se somar à luta nacional, mobilizar os bancários e agir preventivamente, assiste tudo calado, limitando-se a remendos jurídicos.

O Maranhão precisa de um sindicato presente, combativo e conectado com a realidade nacional. A Renovação Bancária segue firme em sua missão de expor os descasos e lutar por dignidade, respeito e representatividade de verdade.

 

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