Assédio moral no trabalho: reportagem do JMTV expõe uma realidade vivida por milhares de bancários
24/07/2026

A pressão por resultados faz parte da rotina do setor bancário. No entanto, quando ultrapassa os limites do respeito e da dignidade, deixa de ser uma ferramenta de gestão e passa a configurar assédio moral, uma das principais causas de adoecimento mental entre bancárias e bancários.
Essa realidade foi tema de uma reportagem exibida pelo JMTV 2ª Edição, que apresentou o relato de uma bancária vítima de assédio moral praticado por sua gerência e mostrou como cobranças abusivas, humilhações e constrangimentos podem comprometer profundamente a saúde física e emocional dos trabalhadores.
A reportagem também revelou um dado preocupante: o Maranhão registrou mais de 300 denúncias de assédio moral ao Ministério Público do Trabalho no último ano, evidenciando que esse tipo de violência está longe de ser um caso isolado e exige ações efetivas de prevenção e combate.
O adoecimento tem consequências para toda a sociedade
Durante a reportagem, Reginaldo Asckar, dirigente da Renovação Bancária, chamou atenção para um aspecto muitas vezes ignorado quando se discute o assédio moral: seus impactos extrapolam o ambiente de trabalho e acabam sendo suportados por toda a sociedade.
"Os trabalhadores estão adoecendo e a sociedade está pagando a conta, porque quando um colega bancário adoece, que ele é enviado ao INSS, quem passa a pagar o salário dele é o INSS. E a empresa, rapidamente, o substitui."
A fala evidencia uma realidade preocupante. O adoecimento decorrente das condições de trabalho não representa apenas um drama pessoal ou familiar. Ele gera custos para a Previdência Social, sobrecarrega o sistema público e demonstra que modelos de gestão baseados na pressão permanente e no medo produzem consequências que vão muito além das portas das instituições financeiras.
Enquanto o trabalhador enfrenta tratamentos médicos, afastamentos e, muitas vezes, dificuldades para retornar às suas atividades, a empresa segue seu funcionamento normal, substituindo rapidamente aquele profissional.
O setor bancário precisa colocar as pessoas no centro
Nos últimos anos, o trabalho bancário passou por profundas transformações. A digitalização dos serviços, a redução dos quadros de pessoal e a intensificação das metas aumentaram significativamente a pressão sobre os trabalhadores.
Quando essa cobrança ultrapassa os limites do respeito, instala-se um ambiente propício ao assédio moral, ao sofrimento psíquico e ao adoecimento.
Por isso, discutir saúde mental no setor bancário significa também discutir formas de gestão, condições de trabalho, organização do ambiente laboral e responsabilidade das empresas na prevenção desses problemas.
A prevenção é o melhor caminho
A Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários representa um importante instrumento de proteção da categoria, assegurando direitos e mecanismos voltados à saúde e às condições de trabalho. Entretanto, a existência de normas, por si só, não elimina práticas abusivas.
É indispensável que haja prevenção, fiscalização, acolhimento às vítimas e compromisso efetivo das empresas com ambientes de trabalho saudáveis, onde metas e resultados jamais sejam colocados acima da dignidade humana.
A Renovação Bancária reafirma seu compromisso com a defesa da saúde dos trabalhadores e entende que combater o assédio moral é uma responsabilidade coletiva.
Porque nenhuma meta vale mais do que a saúde de um trabalhador.
Clique aqui para assistir à reportagem completa do JMTV 2ª Edição no Globoplay:
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